Blog Nulo da Carol


Organize seu quarto e seus brinquedos
Maio 7, 2008, 11:26 pm
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Primeiro você larga tudo, chacoalha aquela toalha gigante em que você põe sua vida em cima, ela vai estar bem manchada, repleta de cacos e rabiscos. A toalha você limpa, com água, lágrimas, sabonete e abraços. Depois você chega bem perto da pilha de coisas que você colocou pra fora, e examina bem, chore do passado, ria das lembranças, organize os fatos. Depois disfaça-se do disnecessário, no caso, a tristeza, o rancor, os arrepndimentos e tudo que te fez mal de alguma forma. Pegue então oque sobrou, ainda bagunçado e colque em cima da toalha, mas não ocupe toda, para abagunça deixe só uma pontinha, vá então, com muita calma e concentração separando as coisas: as pessoas das sensações, os sorrisos das palavras, as lágrimas da chuva e os pensamentos das obrigações, separe agora, oque te fez crescer, do que te fez pensar, do que te faz ter raiva, do que te fez correr. deixe então tudo bem alinhadinho, e por mais que muito do que você gurada não faça parte da sua vida, não deixe que se perca, mantenha o que te faz bem sempre dentro da toalha, não deixando nada vazar ou se perder no tempo, mas não tranque, permita que o novo entre e permita-se não transformar o antigo em velho. Cumpra suas obrigações, não deixando que elas formem sozinhas complexos castelos de carta que desmoronarão a qualquer momento. Prepare-se então para viver uma vida nova, mais um ano, uma época, uma período, e mesmo que essa organização não dure muito, seja feliz, na bagunça, no caos, nas complicações, nas faltas, nos escessos, nos seu dias e em sua vida.

Hahaha, talvez eu já tenha ouvido isso em alguma rádio de auto-ajuda, numa sessão de limpeza espiritual, mas por mais cafona que pareça, eu considero válido.

Boa noite.



Começo de noite e de vida
Maio 6, 2008, 1:42 am
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Mais uma tarde inteira dormindo, mais um sonho indecifravel para lembrar. Ela levantou, vestida ainda com a roupa da noite passada. Os dias ultimamente estavam frios, e naquele fim de tarde chovia. Ela abriu os olhos, olhou em volta ainda sem se dar conta de onde estava, com a visão cerrada encontrou o cotrole remoto e ligou a televisão, desinteressada desligou, viu que horas eram e levantou, ainda meio cambaleante chegou a cozinha, desde a outra quinta feira mais bagunçada do que nunca, lembrava-se vagamente do jantar que tivera na outra semana. Pensou seriamente em lavar ao menos a louça, mas o sofá falava mais alto, checou os telefonemas, a secretária eletrônica, suas mensagens, e nada. Voltu para o quarto e abriu o guarda-roupas, pegou o casaco mais grosso que tinha, atravessou a sala, agarrou as chaves do carro e saiu, sentiu intensamente o som que o fechar da porta fez ao estremcer as paredes, a chuva não a encomodava, vestiu o casaco e foi para garagem, notou mais uma vez que a lataria do carro  estava arranhada, passando uma das mãos em sua nuca abriu a porta e entrou no carro, suspirou profundamente, lá dentro o frio era quase nulo. Olhou para o banco trazeiro, para o portão, para as chaves no contato, acionou o controle e abriu o portão, antes de dar a partida olhou seus próprios olhos refletidos no retrovisor, posicionou as mãos no volante e partiu, depois de algumas voltas no bairro, passou pela ultima vez em seu quarterão observou suas janelas, sua calçada, o lugar onde crescera e agora vivia sozinha, quse que bruscamente deu a partida e seguiu em direção a avenida principal, a escuridão na pista encharcada era cortada apenas pelas luzes dos farois vindas dos poucos carros que passvam e pela luminosidade dos raios, acompanhados de estridentes trovões. O barulho das gotas de chuva, agora mais forte, ecoava ao atingir o carro que estava em velocidade maxima, ela mal podia ouvir seus pensamentos, sentia apenas o frio e um pensamento vago que a fazia não voltar, tomou então outra avenida, e depois a estrada, não sabia aonde estava indo, mas sabia porque partia, não ficaria muito tempo, mas o suficiente para ainda lembrar o caminho de volta.



Oldhisinho
Abril 30, 2008, 1:24 am
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Oldhi acorda, toma uma café amarguinho, vai até sua garagem, entra em seu carro e vai dirigindo até seu empreguinho, ele então sobe até o nono andar, senta na frente um computador e fica lá, repassando dados, traduzindo textos, e levando bronquinhas de seu chefe, ele então levanta-se no meio do período, dirigi-se ao restaurante mais proximo, lá ele se serve de uma porção de arroz, outra de feijão e um bifinho mal passado e alguma salada, come todo seu prato e paga a conta com seu cartãosinho de crédito, volta para o escritório, onde fica até o final do expediente, depois disso ele volta para casa, senta-se no sofa, assiste o tele-jornal que passa antes do programa de entrevista, e adormece lá mesmo. Não sei se por uma falha no intervalo de relação tempo/espaço, mas ele executa essa rotina todo dia, em alguns domingos Oldhi vai ao mercadinho comprar bolachas par comer assistindo o jogo de futebol.

Talvez ele tenha uma vida perfeitinha, ou não.