Blog Nulo da Carol


Começo de noite e de vida
Maio 6, 2008, 1:42 am
Arquivado em: Coisinhas

Mais uma tarde inteira dormindo, mais um sonho indecifravel para lembrar. Ela levantou, vestida ainda com a roupa da noite passada. Os dias ultimamente estavam frios, e naquele fim de tarde chovia. Ela abriu os olhos, olhou em volta ainda sem se dar conta de onde estava, com a visão cerrada encontrou o cotrole remoto e ligou a televisão, desinteressada desligou, viu que horas eram e levantou, ainda meio cambaleante chegou a cozinha, desde a outra quinta feira mais bagunçada do que nunca, lembrava-se vagamente do jantar que tivera na outra semana. Pensou seriamente em lavar ao menos a louça, mas o sofá falava mais alto, checou os telefonemas, a secretária eletrônica, suas mensagens, e nada. Voltu para o quarto e abriu o guarda-roupas, pegou o casaco mais grosso que tinha, atravessou a sala, agarrou as chaves do carro e saiu, sentiu intensamente o som que o fechar da porta fez ao estremcer as paredes, a chuva não a encomodava, vestiu o casaco e foi para garagem, notou mais uma vez que a lataria do carro  estava arranhada, passando uma das mãos em sua nuca abriu a porta e entrou no carro, suspirou profundamente, lá dentro o frio era quase nulo. Olhou para o banco trazeiro, para o portão, para as chaves no contato, acionou o controle e abriu o portão, antes de dar a partida olhou seus próprios olhos refletidos no retrovisor, posicionou as mãos no volante e partiu, depois de algumas voltas no bairro, passou pela ultima vez em seu quarterão observou suas janelas, sua calçada, o lugar onde crescera e agora vivia sozinha, quse que bruscamente deu a partida e seguiu em direção a avenida principal, a escuridão na pista encharcada era cortada apenas pelas luzes dos farois vindas dos poucos carros que passvam e pela luminosidade dos raios, acompanhados de estridentes trovões. O barulho das gotas de chuva, agora mais forte, ecoava ao atingir o carro que estava em velocidade maxima, ela mal podia ouvir seus pensamentos, sentia apenas o frio e um pensamento vago que a fazia não voltar, tomou então outra avenida, e depois a estrada, não sabia aonde estava indo, mas sabia porque partia, não ficaria muito tempo, mas o suficiente para ainda lembrar o caminho de volta.


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