Blog Nulo da Carol


Ter noção é mais do que não ser troxa
Maio 5, 2008, 12:31 am
Arquivado em: Diários

Hoje o dia foi longo.

A festinha de ontem nem foi tão fiasco quanto eu pensava, mas eu me dei conta que eu não sou muito boa pra frequentar lugares lotados, mas o volume da música é realmente cativante, quando se trata dessas festas cheias de gente que eu considero estranha e totalmente diferente de mim eu viro a bobona que não sabe dançar, e no fundo eu sou, porque mesmo quando eu não estou em uma das minhas fases sonolentas eu prefiro dormir a ficar uma noite inteira de pé, fingindo que sei dançar alguma coisa, olhando para um monte de gente que não se dá conta nem do país em que vive. Eu sei, aproveitar a vida sem pensar nas causas e nas consequências dela é bem mais fácil, oras até divertido, mas eu acho que devemos ao menos ter um noção do que somos, aonde estamos e pra que servimos.

Reconheço que a o pós-festa teria sido melhor se eu dormisse até 15:00 ou coisa assim, mas nada com uma manhã com a família andando de bicicleta em um parque com o asfalto maneiro, me senti tão atlética e bem menos culpada por ser tão sedentária, notei tabém que não vale nada ser magra se você não tem energia nem forpra carregar seus 45 kg por uma laderinha de nada, o que é o meu caso. Eu sei que a muito tempo eu penso em começar a fazer esportes ou engordar de vez, mas por enquanto prefiro esperar descançando na cadeira do computador até que venham as banhas ou a disposição. Almoços em família também são bastante divertidos, ter uma vez ou outra aquele domingo comendo errolado de carne com a televisão ligada no sbt passando o programa tentação lá do Silvio Santos até que é legal.

Nesse mesmo clima família tambem vi um filme, daqueles que para qualquer um seria a caoisa mais chata de se ver, mas não sei se pelo estilo bem psicoloco eu acabei gostando e até me assuatando, o filme era 1408, de terror, é aquele tipo de filme que tem tudo pra traumatizar qualquer fraco que o assista, deixando aquelas imagens macabras na cabeça, fazendo a gente relacionar qualquer coisa com o que acontece no filme, gerando um certo medo de tudo. E eu noto cada vez mais que eu estou crescendo, a um ano atraz, tenho certeza que eu poderia ser considerada uma dessas pessoas fracas que tem medo da televisão em estática.

Falando na ‘eu’ de alguns anos atraz, hoje eu me senti de novo com 8 anos, vieram em casa umas amigas minhas, antes delas chegarem eu contava moedas no clássico estilo contadora de 25 anos, foi só elas chegarem e começou aquele festival de almofadadas e montinhos dignos de crianças de 8 anos, mas mais divertido do que muito livros e passeios que os velhos lêem e fazem só porque não se podem dar ao luxo de brincar como pirralhos. Entre toda esa brincadeira, teve até o momento ‘paulistanas dando um jeito de sentir a natureza’, nós deitadas no chão da sala olhando as estrelas pela janela, pra vairar, me surgiu uma questão bem fora do comum, “O que tem de mais nas estrelas se elas são tão paradas e estão tão distantes?”. Na hora eu nem me dei conta disso, mas no fundo mesmo em um mundo tão conturbado e iluminado como o nosso, não há como não se encantar com o mistério que têm as estrelas, que mesmo paradas brilham, e mesmo distantes são visiveis, e dizer que são coisa banais e pequenas perto de tudo que o ser humano já construiu é realmente coisa das pessoas ocupadas e sem perspectiva de situação. Não creio que a natureza seja obra de Deus (eu acabaria sendo bem mais extensa se fosse falar sobre isso), mas acho que a magia das coisas naturais e inexplicaveis é bem maior do que as teorias infundadas que aprendemos com a Biblía.

No fim, por mais vontade qe eu tenha de parar de pensar e banalizar meus atos, virando uma adolescente comum, some quando eu noto que existem coisas muito maiores do que músicas e histórias repetitivas, e acaba quase nula quando eu noto que eu sou feliz por ser assim.

Boa noite.


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